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LEMBRE-SE DE QUE GRÃOS GORDUROSOS (como a Colza, Linhaça, Níger, Perila, Cânhamo, Nabão...) NÃO DEVEM SER ADMINISTRADOS EM QUANTIDADE EXCESSIVA (principalmente no Verão).
Linhaça Sementes de linho. De cor escura ou clara. Contém um teor elevado de ácido gordo omega-3, essencial para a formação da plumagem. Melhora a sua digestão por via das suas características mucíparas. Uso: Canários e Pintassilgos. Origem: Bélgica / Hungria / Canadá
Alpiste Componente principal da maioria das misturas. Pertence a família das Gramináceas. O tamanho e aspecto dependem muito do país de origem. Nestes países é considerada uma erva daninha. Pari. Muito usada na face de amadurecimento por criadores de curiós e bicudos, inclusive no cardápio dos filhotes. Uso: Pássaros granívoros em geral. Origem: EUA / Canadá / Argentina / Austrália / Hungria / Marrocos
Aveia Descascada Ingerida com gosto e com facilidade pelos pássaros do ninho. Quantidades demasiadas elevadas podem levar à adiposidade. Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaio e pássaros granívoros de médio e grande porte. Origem: Bélgica / Inglaterra / França
Cânhamo Sementes da planta cannabis. Contém proteínas de alta qualidade. As crias adoram que os pais os alimentem com cânhamo. Estimula o ardor sexual nos pássaros (podem tornar-se demasiado excitados). Uso: Canários, pássaros selvagens, exóticos, periquitos, grandes periquitos, papagaios, e pássaros granívoros de pequeno, médio e grande porte. Origem: Bélgica / Inglaterra / França
Niger A maioria dos pássaros adoram esta semente, mas que não pode faltar numa mistura de qualidade. É uma das poucas sementes que tem um ótimo equilíbrio cálcio/fósforo. Uso: Pássaros granívoros em geral. Origem: Nepal / Índia / Birma / Etiópia / Hungria
Nabo Tem um sabor doce. A sua cor forte depende bastante da zona de produção. Rico em proteínas e gordura e, por isso, usar com moderação. Uso: Pássaros granívoros em geral. Origem: USA / Canadá / Hungria / Escandinávia / Polônia
Colza Maior e mais escuro que o nabo. Tem um sabor mais amargo. O valor nutritivo é idêntico ao nabo. Uso: Pássaros granívoros em geral. Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polônia
Sementes de Papoula São muito ricas em gordura. Tem propriedades calmantes. Muito apropriadas para acalmar pássaros de exposição. Podem no entanto, travar o canto. Uso: Pássaros granívoros em geral. Origem: Hungria
Dari Pertence à família do milho Alvo. Fornece aminoácido de boa qualidade. Uso: Pássaros granívoros de médio e grande porte. Origem: China / Sudão / Quênia / Ín
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Sorgo Uma subclasse vermelha do Dari. Uso: Pássaros granívoros de pequeno, médio e grande porte. Origem: França
Milho Alvo Amarelo O milho alvo mais corrente. É composto com a maior parte das sementes desta família, por hidratos de carbono. Uso: Pássaros granívoros de grande porte. Origem: Argentina / EUA / Austrália / Hungria / Rússia
Milho Alvo Branco Estas sementes de boa qualidade são menos duras e por isso – não obstante o seu tamanho maior. Uso: Pássaros granívoros de grande porte. Origem: EUA / ( Dakota, Colorado ) / Austrália / China
Milho Alvo Vermelho Sementes geralmente mais duras do que as outras deste grupo. A sua cor torna as misturas mais atraentes. Uso: Pássaros granívoros de grande porte. Origem: Países Baixos / França / Hungria / Polônia
Milho Alvo Japonês O milho alvo mais rico em proteínas. Aumenta a qualidade de qualquer mistura. Uso: Pássaros granívoros de grande porte Origem: China / Austrália / África do Sul
Painço Amarelo Um tipo de milho alvo de grão pequeno e por isso ideal para misturas de cria.Existem muitas sub-famílias desta semente. Uso: Pássaros granívoros de grande porte. Origem: Austrália / Argentina / China / África do Sul
Painço Vermelho Espécie de milho alvo muito fino. Uso: Pássaros granívoros de grande porte. Origem: África do Sul / Austrália / China
Girassol Raiado Existem muitas subclasses do girassol raiado, desde muito pequena até grande e cheia. O girassol completamente preto e principalmente criado para a produção industrial de óleo. Por tratar-se duma semente que gera acúmulo de aflotoxinas deve ser oferecida pouca quantidade e cuidado no armazenamento. Uso: Grandes periquitos e papagaios. Origem: EUA / Canadá / Argentina / Austrália / Hungria / China / Bulgária / Romênia / França / África do Sul
Girassol Branco É geralmente de tamanho maior do que o girassol raiado. Tenha os mesmos cuidados do Girassol Raiado. Uso: Papagaios e Bicudos
Cartamo Apesar da sua semelhança em forma e composição com o girassol, pertence a uma família de plantas completamente diferente, notadamente a dos cardos. Uso: Grandes periquitos e papagaios. Origem: China / Índia / Austrália / Hungria
Trigo Sarraceno Planta rica em amido ( hidratos de carbono) mas pobre em gorduras, essencialmente colhida em terrenos arenosos. Uso: Grandes periquitos, papagaios e bicudos. Origem: Argentina / China / França / Brasil / Rússia / Hungria
Kat Jang IDJOE Pertence à família da soja. Pelo seu poder germinativo é muitas vezes utilizados em misturas de germinar, igualmente para espécies de pássaros mais pequenos. Os rebentos são, como os da soja, muito ricos em proteínas. Uso: Grandes periquitos, papagaios, sementes a germinar. Origem: Tailândia / China / Austrália
Arroz Paddy Arroz com casca. Elevada digestibilidade. Rico em carboidratos apreciadíssimos por curiós, bicudos, azulões, pássaros preto, e outros na natureza. Uso: Orizoboros em geral. Origem: França / Itália / Ásia
S E M E N T E S
Alpiste: Como
já sabemos o alpiste é a principal semente usada na dieta do canário,
é rica em hidrato de carbono, proteínas, vitaminas B1 e E, etc. Os
hidratos de carbono produzem calorias, mantendo a saúde da ave,
facilitando o digestão. Aveia: Também é uma semente rica em hidrato de carbono exercendo ação benéfica sobre o aparelho digestivo, semelhante ao grão de trigo e arroz com casca. [colza] Colza: Uma semente rica em proteínas, ótima para o desenvolvimento da glândula tireóide, músculos, penas, vísceras, tendões, possui ainda hidrato de carbono, vitaminas, uma semente oleosa e gordurosa, semente de cor escura, em forma de esfera. [niger] Níger: Como a colza esta também é uma semente escura e comprida, é recomendada mais na época de criação mas podendo ser fornecida o ano todo, também possui bastante óleo, sendo um bom fortificante das matérias corantes dos canários. [linhaça] Linhaça:Também é bastante oleosa, rica em proteínas, é recomendada ser fornecida as aves na época de muda de pena, pois acentua o brilho das penas. [nabão] Nabão: É utilizado também nos canários de canto, uma semente macia, é bem oleoso, rica em gordura e hidrato de carbono. Descrevemos as
principais sementes usada na alimentação dos canários, existe outras
sementes que são empregadas na alimentação dos canários, além de
serem difíceis de serem encontradas no mercado elas agem com as mesmas
condições vitaminicas delas na alimentação do canário obedece
certas necessidades biológicas, sendo substituídas estas carências
pelas farinhadas com ovo, óleo de fígado de bacalhau. [composição nutrientes] C O M P O S I Ç Ã O D E N U T R I E N T E S D A S S E M E N T E S
Particularmente administro a seguinte dosagem para meus canários:
[areia] Areia: Como nós criadores sabemos que as aves em geral não possuem dentes, como nos canários o processo de digestão ocorre quando os músculos da moela se contraem triturando os grãos de alimento ingeridos, é nesse processo que a areia desempenha um papel fundamental. É a areia que permite a "trituragem" que antecede a digestão se proceda de maneira completa, permitindo que a ave possa extrair do alimento todo o seu valor nutritivo. A areia que é ingerida pela ave vai para moela, fazendo as vezes dos dentes, ajudando a trituragem e digestão dos alimentos. Por esta razão o canário deve sempre ter à sua disposição uma quantidade de areia grossa, lavada e peneirada, se possível; esterilizada e seca ao sol, pode-se acrescentar junto desta areia a casca de ovo que pode ser fervida e moída ou triturado no liqüidificador após secar ao sol por alguns dias, a casca não deve ser triturada muito no liqüidificador para evitar que vire pó, e que fique num tamanho em que o canário possa escolher, onde junto com a areia irá na moela. A casca de ovo é uma rica fonte de cálcio o qual é indispensável para a vida das aves. A areia deve permanecer diariamente pois as aves saberão quanto e quando se alimentar. [água] Água: Como em todos os seres vivos a maior parte que constitue o corpo é água, como não poderia de ser os canários também possuem água em seu corpo 60%. Uma ave pode ficar sem comer e perder suas gorduras e proteínas e ainda sobreviverá, enquanto que a perca de 15% de água resultará em sua morte. Os canários deve ter a sua disposição um pote de água para beber e outro para se banhar (já visto em outro capítulo). A água a ser fornecida para o consumo da ave deve ser um água fresca e limpa, livre de impurezas ou mesmo de produtos químicos como cloro, etc; produtos estes que são utilizados no seu tratamento. A água é um dos alimentos que não há substituto, ele só vai ingerir aquela, por este motivo quando tiver de administrar remédios e vitaminas faz-se por via desta, pois a ave será obrigada a ingerir. No organismo da ave se faz necessário pois a mesma transporta materiais de uma parte do corpo para outra e executa funções importantes na regulação da temperatura do organismo dos canários. A quantidade de água a ser consumida pelos canários em relação aos alimentos chega a ser numa proporção de 3 partes de água para uma parte de alimento ingerido. A água deve ser trocada todos os dias, evitando assim o acumulo de limpo nos bebedouros que é prejudicial a ave, evite que fiquem expostos aos raios solares, porque a água esquenta e pode causar diarréia as aves. Quanto a água de
beber em viveiros e voadeiras estas devem ser colocadas do lado externo
como nas gaiolas, se n
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Lembramos sempre fornecer água limpa e fresca as aves e se possível de mina ou poços artesiano, pois temos notado que a água com cloro vem dando diarréia nas aves. Quando houver excesso de cloro na água (notável pelo cheiro forte e pelo paladar), deve-se fervê-la. [carvão] Carvão:
O Carvão vegetal é utilizado como fortificante para os canários,
evitando doenças e fornece uma maior resistência as aves, fornecendo
ao canário uma vez por mês na seguinte forma: tritura-se o carvão até
formar um pó, mistura-se aos poucos o mel puro, até que forme uma
pasta farinhada. [alimentação filhotes] A L I M E N T A Ç Ã O D O S F I L H O T E S A alimentação dos filhotes se baseia quase toda no ovo cozido. Deve-se fornecer aos casais com filhotes deste que estes tenham nascido a farinhada com o ovo cozido passado na peneira. junto com 2 colheres de sopa da farinhada. Enquanto os filhotes não saírem do ninho, forneça aos pais papa de pão, almeirão, couve e a farinhada, se o criador optar pela papa de pão com leite, esta como a de água não deve permanecer o dia todo pois azedam. Após os filhotes saírem
do ninho, a alimentação será a mesma indicada acima, aos 28 a 32 dias
os filhotes começaram a comer sozinhos, beliscando as folhas de almeirão,
sementes, etc. Depois de separar os filhotes dos pais continue a dar a
farinhada por mais alguns semanas até que comecem a quebrar e descascar
as sementes. [como alimentar filhote] C O M O A L I M E N T A R O S F I L H O T E S O criador pode ajudar a fêmea a tratar os filhotes com pouco desenvolvimento, será necessário o criador providenciar um palito de fósforo, ou um bastão afinado na ponta com 2mm mais ou menos. Observar bem se não ficou farpas ou pontas agudas. Nos casos que as fêmeas não alimentam os filhotes devemos alimentar de 3 a 4 vezes por dia com papa de pão ou farinhada com ovo levemente umedecida para facilitar a absorção pelo filhote. Retire o ninho com cuidado não assustando a fêmea; com movimentos feito no ninho os filhotes abrem o bico facilmente. Nos primeiros dias você poderá encontrar alguma dificuldade em alimentar o filhote, porque eles não param de mexer a cabeça, mas com a pratica e o tempo irá adquirir prática e os filhotes começarão a se firmar melhor, parando a cabeça quase que numa só posição. A quantidade a ser dada vária da fome do filhote, perceba que no início eles comem e o alimento passa direto sem ficar no papo, após uns dias você notará que a comida já irá parar no papo e você perceberá, se esta bem alimentado ou não, o papo parece que esta inchado mas não e necessidade de se preocupar por ser um fato normal. As vezes irá notar que o papo fica com um pouco de ar dentro (bolhas de ar), isto também não é problema e resolverá sozinho conforme o alimento vai sendo ingerido. Quando for alimentar o filhote pela última vez ao dia, esta alimentação necessita de ser a mais completa possível, pois o filhote ira passar um longo período noturno com aquela última alimentação. Sempre após de
fornecer alimentos para os filhotes verifique se suas narinas e bicos
estão limpos para evitar que a comida resseque e tampe as narinas do
filhote. |
A MISTURA DE SEMENTES DOS CANÁRIOS, COMO BALANCEAR
O canário, como qualquer ser vivo, ingere alimentos para fazer funcionar seu organismo, isto é: para manter a temperatura do corpo, fazer o metabolismo funcionar, repor tecidos, trocar penas, se movimentar, se reproduzir, etc, etc.
São pássaros granívoros e, portanto, as sementes representam a parte mais importante de sua dieta, que deve ser complementada por uma ração, antigamente chamada de farinhada. Juntos, sementes e reação, devem prover e adequar os alimentos fornecidos às diferentes necessidades de nossos pássaros.
A composição e o balanceamento da mistura de sementes e seu necessário ajustamento a ser discutido neste artigo.
Alimentação X Fases da vida.
Como todo ser vivo, as necessidades de alimentos variam em função das fases da vida, da temperatura ambiente, do clima em que os canários vivem. Se estão em muda; a troca de penas é um processo extremamente penoso e crítico para os pássaros, exigindo elementos nutritivos especiais, suas necessidades são diferentes, por exemplo, da pós-muda, quando estão aguardando a nova estação de cria, se exercitando nas voadeiras, cantando, brigando entre si.
Durante a reprodução, a cria dos filhotes exige muito das fêmeas, que se estressam e ficam mais vulneráveis às doenças oportunistas.
De modo simples, podemos dividir em três, as fases em que os canários têm necessidades de alimentação distintas: Reprodução, Período de Muda e Repouso.
Proteínas X Carboidratos X Lipídeos
Proteínas: São compostos nitrogenados, absolutamente necessários aos processos metabólicos de crescimento, reposição de tecidos, formação de matéria viva, massa muscular, esqueleto, muda de penas, etc. Suas necessidades em períodos de reprodução são críticas para o sucesso da criação.
Carboidratos: São os provedores de energia para o organismo, sendo necessários para prover calor, fazer funcionar o organismo, enfim, é o combustível da máquina chamada canário.
Lipídeos: São as gorduras, (graxas ou extrato de etéreo). São compostos com alta carga de energia (2,25 vezes mais que os carboidratos). É em forma de gordura que as aves e os outros animais armazenam energia no corpo para atender às situações de carência alimentar.
Composição Média das Sementes
Cada semente tem uma composição diferente de proteínas, carboidratos e lipídeos. Abaixo relacionamos as principais sementes encontradas no mercado brasileiro:
|
SEMENTE |
PROTEINA % |
CARBOIDRATOS % |
LIPÍDEOS % |
|
Alpiste |
16,6 |
49,0 |
6,4 |
|
Colza |
19,6 |
18,0 |
45,0 |
|
Aveia |
11,3 |
68,4 |
8,7 |
|
Nabão |
20,7 |
5,7 |
40,2 |
|
Linhaça |
24,2 |
25,0 |
36,5 |
|
Perila |
22,6 |
10,6 |
43,2 |
|
Cânhamo |
18,2 |
21,8 |
32,5 |
|
Níger |
23,0 |
17,0 |
40,0 |
O alpiste é a semente mais importante na mistura. Sua composição de proteínas, carboidratos e lipídeos é a que mais se aproxima das necessidades normais dos canários. A qualidade de sua proteína, medida pelo balanço de aminoácidos e digestibilidade, é alta. O alpiste é essencial aos canários, e deve entrar na mistura de sementes com, pelos menos, 60% do total.
A níger uma semente muita apreciada pelo nossos pássaros, tem elevado teor de proteínas e gorduras. É usada normalmente como provedor de proteínas na mistura. Como tem altíssimo teor de lipídeos, sua participação deve ser limitada à 20% do total.
A colza é outra semente que, co0mo a níger, apresenta bom teor de proteínas e teor de gorduras bastante elevado (45%). Maurice Pomarède, estudioso francês de canários, alerta para a alta toxidês desta semente, recomendando restrições à seu uso. Outro cuidado é com relação à aquisição desta semente no mercado. Freqüentemente, vende-se semente de mostarda como se fosse colza, com prejuízos evidentes para a mistura.
A aveia é um excelente provedor de energia, muito rico em amido, e especialmente rico em lisina e cistina, dois dos principais aminoácidos essenciais. Deve ser utilizada no balanceamento da mistura como o principal provedor de carboidratos. O risco desta semente é a alta manifestação de fungos e outras formas de vida indesejáveis, que podem causar sérios danos à saúde dos pássaros.
A linhaça não é muito palatável para os canários. Tem alto teor de proteínas e lipídeos. Administrada durante o período de muda, tem efeito benéfico sobre a formação das penas.
Balanceamento das Sementes
A recomendação para nossos canários é que no período de reprodução, os teores de proteínas sejam mais elevados devido às necessidades dos filhotes, e os teores de carboidratos e lipídeos sejam menores, pois assim os canários serão levados à ingerir mais alimentos para atender à suas necessidades calóricas.
No caso oposto, no período de repouso, quando as proteínas são menos necessárias, as energias deverão ter seus teores elevados.
No período de muda, as gorduras são mais desejadas, pelo efeito positivo sobre a formação das penas, e deposição de lipocromo. Os grãos escuros (colza, níger, linhaça, cânhamo), usados sempre com parcimônia devido aos altos teores de gorduras em suas composições, ajudam nesta fase.
Relação Nutritiva
Um dos parâmetros muito usado no ajustamento dos alimentos às necessidades dos pássaros é a Relação Nutritiva (RN).
O que é Relação Nutritiva (RN)?
Nada mais é do que uma fórmula prática, extremamente simples, usada nos cálculos dos alimentos, que reflete os relacionamentos entre proteínas, carboidratos e lipídeos, adequando-se às fases da vida de nossos canários.
Existem outros métodos para balanceamento de rações, bem mais complexos e completos, porém, para efeito deste artigo, exemplificaremos o balanceamento apenas pelo fator RN.
Observando-se a fórmula, ela mostra exatamente isto que foi comentado: Mais proteína e menos energia no período de reprodução e menos proteína e mais energia no período de repouso. A muda, com RN=4 (limites: 3,5 a 4,5) deve ter os teores intermediários entre as outras fases.
A fórmula prática é a seguinte:
% CARBOIDRATOS + GRAXAS x 2,25 RN = % PROTEÍNAS
Quais são as necessidades? Ë recomendável que a relação R/N esteja o mais próximo dos seguintes valores:
Reprodução? RN = 3 (limites: 2,5 a 3,5)
Muda? RN = 4 (limites 3,5 a 4,5)
Repouso? RN = 5 (limites 4,5 a 5,5)
Traduzindo estes parâmetros para teores de proteínas, carboidratos e lipídeos, teremos o seguinte quadro:
|
PERÍODO |
PROTEÍNAS (%) |
CARBOIDRATOS (%) |
LIPÍDEOS (%) |
|
REPRODUÇÃO |
16,0 a 18,5 |
40 a 45 |
6,0 a 8,0 |
|
MUDA |
14,5 a 15,5 |
45 a 50 |
8,0 a 10,0 |
|
REPOUSO |
12,5 a 13,5 |
50 a 60 |
7,0 a 8,0 |
Comentários Importante:
Da simples análise do RN recomendado para o período de REPRODUÇÃO, (lipídeos entre 5,5 % e 7,5%), e da verificação dos teores de gordura das sementes, chegamos à conclusão que não há possibilidade de se obter com apenas as sementes, as proporções adequadas e desejadas.
O que fazer? Primeira conclusão: Há necessidade de se usar uma ração que, oferecida aos canários, equilibre os teores dos elementos discrepantes na mistura de semente. Como as rações comerciais para canários descrevem na embalagem os teores destes princípios nutritivos, basta calcular os teores da mistura de sementes, e assim definir que ração adquirir, em função dos elementos para balanceamento.
Como o período mais crítico é o da reprodução, e o teor de proteínas o princípio nutritivo mais importante mais importante nesta fase, o recomendado é calcular primeiramente a mistura levando-se em conta o teor de proteína, tentando manter o mais baixo possível os lipídeos.
Em seguida, determinaremos que parâmetros deverá conter a ração que vamos usar para completar a alimentação de nossos pássaros. Usando-se um programa simples de cálculo, e várias tentativas procurando obter uma mistura de sementes com proteínas entre 16,0 % e 18,5%, chegamos aos seguintes resultados para o período de reprodução.
Cálculo do Teor de Proteína:
|
SEMENTE |
TEOR PROTEÍNA NA SEMENTE |
QUANTIDADE NA MISTURA |
TEOR PROTEÍNAS NA MISTURA FINAL |
MEMÓRIA DE CÁLCULO |
|
|
Alpiste |
16,5 |
700 |
11,6 |
(1) |
|
|
Colza |
19,6 |
80 |
1,6 |
(2) |
|
|
Aveia |
11,3 |
70 |
0,8 |
(4) |
|
|
Linhaça |
24,2 |
\n';
document.write(barra);
}
}
changePage();
20 |
0,5 |
(5) |
|
|
Níger |
23,0 |
130 |
3,0 |
(3) |
Cálculo do Teor de Carboidratos
Repetindo os cálculos como mostrados acima, somente trocando as colunas de proteínas pelas de carboidratos, teremos: Teor de Carboidratos = 43,2%.
Repetindo mais uma vez para os lipídeos, teremos: Teor de Lipídeos= 14,6%.
Verificação da Relação RN:
RN desejada (REPRODUÇÃO) = 3 (limites: 2,5 a 3,5)
%CARBOIDRATOS + LIPÍDEOS X 2,25
O valor de RN está em 4,3. Porém o desejado é entre 2,5 e 3,5.
Examinando com cuidado os resultados da análise, verificamos que os parâmetros obtidos se comparam com os desejados da seguinte maneira:
|
|
DESEJADO |
OBTIDO |
ANÁLISE |
|
PROTEÍNA |
16,0 A 18,5 % |
17,5 % |
OK |
|
CARBOIDRATOS |
40 A 45 % |
43,2 % |
OK |
|
LIPÍDEOS |
6,0 A 8,0 % |
14,6 % |
Muito elevado ! |
Resumindo: Vamos necessitar de uma ração com teor de gorduras muito baixo, e teores de carboidratos e proteínas dentro dos limites acima indicados para o período de reprodução. Assim, oferecendo-a aos canários, junto com mistura de sementes acima, teremos a correção do teor de lipídeos, e conseqüentemente os parâmetros adequados às necessidades de nossos canários naquele momento.
Em caso de dificuldades em se encontrar uma ração com os parâmetros desejados, nos restam dois caminhos: recalcular a mistura de sementes, ou ajustar a ração por adição de elementos (nutrientes) que reduzam ou elevem os teores fora dos limites desejados.
Conclusão
O principal objetivo deste artigo foi mostrar que é importante destinar mais atenção à alimentação de nossos canários. A mistura de sementes escolhida deve ser adequada à ração que utilizaremos. Elas não podem ser tratadas de forma separada, pois são componentes indivisíveis da alimentação das aves.
Memória de Cálculo:
(1) 700 gr / 1000 gr X 16,5 % = 11,6 % Proteína
(2) 80 gr / 1000 gr X 19,6 % = 1,6 % Proteína
(3) 130 gr / 1000 gr X 23,0 % = 3,0 % Proteína
(4) 70 gr / 1000 gr X 11,3 % = 0,8 % Proteína
(5) 20 gr / 1000 gr X 24,2 % = 0,5 % Proteína